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MPF identifica mais de 43 mil beneficiários do Bolsa Família com perfis suspeitos na PB

João Pessoa é a terceira com percentual mais elevado de supostas fraudes




                                      Bolsa Família




Mais de 43 mil beneficiários do ‘Bolsa Família’ na Paraíba são suspeitos de não cumprir os requisitos econômicos estabelecidos pelo programa do governo federal, conforme divulgou o Ministério Público Federal (MPF), nesta sexta-feira (11). De acordo com o levantamento, 733.666 famílias se beneficiaram pela iniciativa de distribuição de renda entre 2013 e maio de 2016.
Os dez municípios paraibanos com os maiores percentuais de perfis suspeitos são Cacimba de Areia, Prata, Santo André, Piancó, Amparo, Gurjão, São Bentinho Cabedelo, Riacho de Santo Antônio e São José dos Ramos. Entre as capitais brasileiras, João Pessoa é a terceira com percentual mais elevado de perfis suspeitos (6,69%), perdendo para Palmas-TO (9,19%) e Boa Vista-RR (8,26%). A Paraíba ficou em sexto lugar no comparativo com os demais estados. Veja infográficos mais abaixo.
Os benefícios pagos aos paraibanos com perfis suspeitos atingiram um percentual de 5,01% do total no estado. Isso significa que dos R$ 3.360.007.985 pagos pelo programa, no período avaliado, R$ 168.302.994 foram pagos a beneficiários com perfis suspeitos.
Em todo país, o MPF identificou 870 mil beneficiários suspeitos. O órgão recomendou que 4.703 prefeituras realizem visitas domiciliares aos beneficiários do programa Bolsa Família com perfis suspeitos. Os casos suspeitos foram identificados por meio de ferramenta de inteligência desenvolvida pelo Ministério Público Federal a partir do cruzamento de dados públicos fornecidos pelo próprio Governo Federal, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela Receita Federal e pelos Tribunais de Contas estaduais e municipais.
O diagnóstico apontou grupos de beneficiários com indicativos de renda incompatíveis com o perfil de pobreza ou extrema pobreza exigido pelas normas do programa. Os perfis suspeitos foram classificados em cinco grupos: falecidos; servidores públicos com clã familiar de até quatro pessoas; empresários; doadores de campanha (doação maior que o; e servidores doadores de campanha (independentemente do número de membros do clã familiar).
fonte;portal correio

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