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MPF define restrições para circulação de caminhões-pipa na cidade de Areia

                                



Uma reunião foi realizada na sede do Ministério Público Federal em Campina Grande na manhã desta quinta-feira, 26, com diversos órgãos para discutir a questão da circulação de caminhões-pipa na cidade de Areia e definir critérios para a circulação e a retirada de água da barragem Saulo Maia.
Na reunião, ficou definido que os veículos da Operação Pipa do Exército terão a circulação no Centro Histórico da cidade restringida. Os carros do 31º Batalhão não passarão pela malha viária do município e o 15º Batalhão só poderá utilizar 61 veículos no trabalho de retirada das águas e, consequentemente, da passagem pelas ruas da cidade. 

Os veículos particulares serão alertados pela Defesa Civil quanto à necessidade de autorização da Agência Estadual de Gestão das Águas (Aesa) para a retirada de água da barragem Saulo Maia. O MPF deve ainda recomendar à Aesa que a autorização somente seja concedida com a condição de que os veículos não trafeguem pelas ruas de Areia.
Todas essas medidas estão sendo adotadas para evitar que a circulação dos caminhões comprometa os imóveis tombados do Centro de Areia, que possuem valor arquitetônico e cultural. As pequenas ruas da cidade detêm mais de 450 prédios que formam um Patrimônio Nacional Histórico e Cultural.
Por isso, a Prefeitura Municipal de Areia (PMA), junto com o Departamento Estadual de Rodagens (DER) e a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) vão realizar um estudo sobre a capacidade de carga de pavimento nas ruas da cidade. A PMA e o DER vão também iniciar as discussões sobre a construção de uma estrada ligando a cidade de Alagoa Grande ao município de Remígio para desviar o fluxo de carros-pipa em Areia.
O prefeito de Areia, João Francisco, avaliou como positivo o acordo firmado, mas já traça mais mudanças. “A reunião foi muito boa para tentar melhorar o problema que estamos enfrentando. Areia está garantindo o abastecimento de dezenas de municípios paraibanos, mas isso está nos trazendo danos ambientais e esse ônus à estrutura da cidade. Temos um trânsito caótico e uma cidade impraticável desde que os carros-pipa passaram a retirar água do Saulo Maia, então, ainda temos que buscar mais alternativas”, argumentou. Os órgãos voltam a se reunir no dia 17 de abril para reavaliar a eficiência das medidas. 
Bananeiras Online com Assessoria

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