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Peemedebista, Veneziano não teme represálias por ter votado contra reforma trabalhista

Ele também discordou do ponto que dispõe sobre a permissão para que as mulheres lactantes, sob a salvaguarda de um laudo médico, trabalhem em serviços insalubres

Integrante da base do presidente Michel Temer, o deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) disse não temer retaliação por ter votado contra a reforma trabalhista. Apenas ele e o deputado Luiz Couto (PT) votaram contrários ao projeto. 
“Não é um sentimento de temor. É possível que o PMDB não tenha gostado do posicionamento dos sete deputados que votaram contra e, dos cinco que se ausentaram. Mas, primeiro, não foi uma decisão, uma atitude de última hora. Eu anunciei ao líder do partido e a integrantes do governo, que não concordava com a forma, com o conteúdo, com o tempo que essas duas propostas (reforma trabalhista e da previdência) foram apresentadas e por isso votaria contra as duas. Eu não posso é abdicar do dever que eu tenho de representar a quem me pôs aqui”, disse, assegurando que não foi desleal com o governo e com o partido, mas há matérias que vão contra suas convicções. 
“Então se houver represálias ou retaliações, não sei, eu estou muito tranquilo em assumir o lado daqueles que têm razão de reagir diante dessa reforma trabalhista”, frisou. 
Para Veneziano, a reforma traz grandes riscos para os trabalhadores, e ele não vê a perspectiva de criação de novos postos de trabalho. “Eu não vejo que se cria segurança jurídica, eu não enxergo que o trabalhador vai estar em condições de discutir isso com os patrões e a terceirização passa a ser aplicada em toda a sua extensão, da atividade meio à atividade fim”, elencou o deputado. 
“Uma reforma trabalhista que pretenda atender ao propósito de gerar postos de trabalho, garantir segurança jurídica entre o empregador e os trabalhadores, menos burocratização, não, penso eu, haverá de ser concretizado com os termos da reforma que foi ontem aprovada”, disse Veneziano. Para ele, o texto aprovado produzirá subempregos e insegurança para o trabalhador. 
“Da maneira como foi posta, a reforma apenas garante ainda mais os instrumentos de imposição que o empregador terá sobre aquele que está emprestando a sua força de trabalho”, disse Veneziano. 
Ele também discordou do ponto que dispõe sobre a permissão para que as mulheres lactantes, sob a salvaguarda de um laudo médico, trabalhem em serviços insalubres. Segundo ele, isso gera um alto risco para essas mulheres. 
“Outro ponto é que foi criada uma nova forma de relação de trabalho, que é a intermitente. Isso significa que você pode ser contratado por uma hora, em determinado dia, e voltar para casa para ficar esperando que o seu empregador o chame para em outro dia fazer novamente um outro bico, de uma hora ou duas horas”, exemplificou, reafirmando que votará contra a reforma previdenciária quando ela for a plenário. “Penso que o número de parlamentares peemedebistas que votará contra ultrapassará os 20 quando a reforma previdenciária for a plenário”, prevê. 
clickpb
Por:Diário de Cacimba de Dentro

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