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Ex-militar é preso por duplo homicídio

A Polícia Civil da Paraíba, prendeu, na manhã desta terça-feira (8), o ex-policial militar Arcádio Queiroz de Medeiros, 52 anos, suspeito de ser o autor do duplo homicídio do funcionário da Secretaria de Finanças do município de São José de Espinharas, Guilherme Alves do Nascimento Júnior, 52 anos, e Tayza Kelly Lopes de Morais, 27 anos.O casal passou o final de semana na cidade de João Pessoa e quando estava voltando para casa o carro que eles vinham foi atingido por vários disparos de arma de fogo quando passava pelo km 305 da BR-230.
O crime aconteceu no dia 7 de janeiro de 2018, na BR-230, entre os municípios de Santa Luzia e São Mamede, no Sertão paraibano.O casal foi baleado e, de acordo com a perícia, Guilherme perdeu o controle do veículo, saiu da pista e quando parou os dois ainda foram atingidos por mais disparos de arma de fogo. Algumas cápsulas foram encontradas no local do crime.
Nada foi roubado do casal, que há um ano mantinha um relacionamento. Na época, a Polícia Civil descobriu que Tayza tinha denunciado o ex-marido por ameaça, porque, segundo ela, o ex-policial militar não aceitava a separação nem o novo relacionamento dela.Os levantamentos policiais confirmaram que o crime foi passional e Arcádio planejou e realizou o assassinato.
Nos últimos meses, parentes das vítimas procuraram a Delegacia para informar que estavam sendo ameaçados pelo ex-policial.
Ele foi preso ao sair de casa, na cidade de São José de Espinharas, sendo encaminhado para a Delegacia e depois  para o Presídio da cidade de Patos, onde vai aguardar pela audiência de custódia. Foi solicitada a prisão temporária do suspeito.
“Na manhã desta terça-feira, também cumprimos quatro mandados de busca e apreensão na casa de pessoas investigadas no inquérito do duplo homicídio, mas não conseguimos encontrar as armas usadas no crime. Vamos continuar o nosso trabalho para descobrir e prender os executores do casal. Pedimos a ajuda da população, quem tiver alguma informação que possa levar a polícia até estes criminosos ligue para o número 197, que é o Disque Denúncia, não precisa se identificar ”, concluiu o delegado Elcenho Leite.
MaisPB          

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