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Ação Popular pede na Justiça volta do Terminal de Integração de CG e estudantes reclamam dos serviços prestados pelas empresas de ônibus

Ação Popular pede na Justiça volta do Terminal de Integração de CG e estudantes reclamam dos serviços prestados pelas empresas de ônibus
Uma Ação Popular na Justiça movida por um grupo de estudantes,  pede volta da Integração e redução da tarifa de ônibus em Campina Grande. Através de uma ação popular que tramita na 1ª Vara de Fazenda Pública de Campina Grande, um grupo de estudantes requereram que a Prefeitura da cidade, através da Superintendência de Trânsito e Transportes Público (STTP), seja impedida de mudar o sistema de integração de ônibus da cidade implantado desde 2008, permitindo que os usuários possam ter acesso à Integração na forma como funcionava anteriormente. Eles também querem a redução da passagem que foi reajustada para R$ 3,70.

De acordo com a ação, que foi impetrada no dia 1º de Maio passado, Dia do Trabalhador, os autores requerem que seja mantida intacta a baldeação física (integração espacial) historicamente realizada, desde 2008, no Terminal de Integração sem custos para o usuário que, uma vez lá dentro, deve descer do seu ônibus de origem e tomar o segundo de forma gratuita, sem precisar de nenhum tíquete a mais, como vinha sendo feito desde a instalação do Terminal.
Na mesma ação, os cidadãos também pedem que seja mantido o Passe Livre para os usuários maiores de 65 anos, independentemente de cadastro, como exige o Estatuto do Idoso.
A ação é resultante de mudanças que foram feitas pelo prefeito Romero Rodrigues desde o mês passado e que provocaram revolta de boa parte da população. Vários protestos foram realizados no próprio terminal, bem como nas redes sociais dos usuários e na própria conta do prefeito.
Os cidadãos também questionam a mudança que foi feita pela STTP, quando não mais está aceitando moeda corrente, em papel ou metal, no pagamento de tarifa e agora tão somente pelo cartão do Sitrans, no que, para os requerentes, se configura Contravenção Penal.
 
Ao final da ação, os cidadãos requerem que a Prefeitura e a STTP sejam condenadas ao pagamento de indenização, em favor da coletividade, no importe mínimo de R$ 100.000,: “pelos danos morais coletivos perpetrados contra a população campinense em razão de publicidade enganosa veiculada em propagandas da STTP e da prefeitura que, induzindo a população a erro, fazia crer que a Integração Espacial restaria intacta, o que é mentira, como ficou provado desde hoje, quando a baldeação física gratuita foi descontinuada”, detalha a ação.
 
Na semana passada um grupo com aproximadamente 100 manifestante invadiu o Terminal de Integração para protestar contra as mudanças que foram realizadas no sistema de transporte público do cidade. Com faixas, cartazes e apitos, as pessoas entraram no local e impossibilitaram a passagem dos coletivos por aproximadamente uma hora.
Agora para utilizar o serviço do coletivo, os passageiros devem adquirir o Cartão Vale Bus Car, que dá direito a integração em outros ônibus em qualquer ponto da cidade durante o período de uma hora, contanto a partir do primeiro ônibus pego pelo cidadão. Sendo assim, não é mais preciso se descolar para o Terminal para ter direito ao segundo veículo.
Caso o passageiro não tenha o cartão, o embarque poderá ser feito com o pagamento em dinheiro. No entanto, não dá o direito de desfrutar da integração descentralizada em outro coletivo. O Serviço de Transporte Público de Passageiros por Ônibus do Município de Campina Grande (Sitrans) garante que 82% dos passageiros já são usuários do cartão e não sofrerão grandes modificações.
A tarifa dos transportes públicos, em Campina Grande, custava R$ 3,30, agora custa R$ 3,60 para quem paga com cartão de bilhetagem eletrônica e R$ 3,70 para quem faz o pagamento em dinheiro na catraca.
 
Reclamações –  A insatisfação é perceptível. Os usuários do sistema de coletivo em Campina Grande tem reclamado da péssima qualidade dos serviços prestados pelas empresas que tem permissão para operar o sistema. Os ônibus tem atrasado constantemente, causando transtornos aos passageiros que tem apenas o intervalo de 1h para utilizar outro ônibus, sob o risco de pagar duas passagens para chegar ao seu destino.
Muitos reclamam da falência do sistema, repudiam a ação dos empresários tem tentam passar para a população informações que não correspondem a realidade.
“É um absurdo, a gente pagar caro por um sistema que presta um péssimo serviço”, reclamou uma estudante. Algumas rotas como a 333 e 303 que passam pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), circulam com os ônibus lotado, gerado tumulto, desconforto aos estudantes.
PB Agora

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